Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais – Vício Oculto

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DO
JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE ________________ DO
ESTADO DE __________________
__________ (nome completo), _________ (nacionalidade), _________(estado
civil), _________ (profissão), portador da Carteira de Identidade - RG nº.
_________________ e do CPF nº. __________________, residente e
domiciliado na Rua __________, nº. ________________, Bairro __________,
cidade de ________________ - ________________, CEP ________________,
neste ato representado por seu advogado infra-assinado, com instrumento de
mandato em anexo, com escritório profissional situado na Rua __________, nº
__________Bairro _________, cidade de ________________ - _________,
CEP. ________________, onde recebe intimações e notificações, vem mui
respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte no artigo 6º,
VI, do Código de Defesa do Consumidor, e demais dispositivos legais
aplicáveis, propor:
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS,
contra __________________, com sede na Rua __________________, nº.
________________, Bairro __________, cidade de __________ - _________,
CEP __________________, representado por seu gerente, ______________,
brasileiro, solteiro, gerente, portador da Carteira de Identidade - RG nº.
_________________ e do CPF nº. _________________, residente e
domiciliado na Rua ________, nº. __________________, Bairro _________,
cidade de __________ - _________, CEP _________, pelas razões de fato e
direito, que a seguir passará a expor:
DOS FATOS E DIREITOS
O requerente firmou contrato de compra e venda (doc. em anexo) com o
requerido, e o objeto do contrato é um veículo usado, pálio, Fiat, placa:
_________, _________, chassi nº. __________________, cor prata, ano
_________ (doc. em anexo).
Nesse contexto, o automóvel adquirido apresentou vício oculto, após 6 (seis)
dias da realização da compra e venda. Assim, o vício oculto impossibilitou que
o veículo fosse usado.
O requerente procurou um técnico especializado no assunto do caso em tela, e
foi detectado o vício oculto no veículo (doc. em anexo).
No caso em tela, ficou evidente que o requerido não agiu de boa-fé e lealdade, pois não avisou o requerente dos vícios ocultos existentes no automóvel.
Nessa vereda, o peticionário interpõe ação de indenização por danos morais e materiais.
Observa-se que, o artigo 6º, VI, do Código de Defesa do Consumidor trata dos
direitos básicos do consumidor.
Art. 6º. São direitos básicos do consumidor:
VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais,
individuais, coletivos e difusos.
Jurisprudência do Tribunal de Justiça Distrito Federal e Territórios:
“Ementa: Civil e processo civil. Reparação de danos. Contrato de compra e venda. Veículo usado. Relação de consumo. Danos materiais e morais configurados. 1. A ausência de informação clara e precisa acerca das reais condições do produto adquirido, máxime tratando-se de vícios ocultos que impedem a utilização do veículo usado apenas cinco dias após a tradição do bem, viola o dever de lealdade e boa-fé inerente às relações contratuais, devendo o fornecedor responder pelos danos causados ao consumidor, com fulcro no art. 6º, inciso VI, do CDC. 2. Na fixação da indenização por danos morais, o Juiz deve considerar a proporcionalidade e razoabilidade da condenação em face do dano sofrido pela parte ofendida e o seu caráter compensatório e inibidor, mediante o exame das circunstâncias do caso
concreto. 3. Recurso não provido. 4. Sentença mantida.” (TJDFT – Órgão: 4ª
Turma Cível. Apelação Cível 20060110982974APC. Relator: Desembargador
Cruz Macedo. Data do Julgamento: 12/08/2009).
Conclusivamente, pugna pelo conhecimento da presente ação e o seu
deferimento pelos motivos expostos.
DOS PEDIDOS
Diante ao exposto, requer:
- a citação do réu no endereço citado nessa peça indenizatória;
- a condenação do réu ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ 4.000,00 (quatro mil reais), ao pagamento de indenização por danos materiais, no valor de R$ 3.000,00 (três mil reais), e com os devidos juros moratórios.
- bem como no pagamento de honorários sucumbenciais e despesas processuais.
- utilizar-se de todos os meios de provas admitidos em direito, em especial a documental, testemunhal, pericial e o depoimento pessoal.
Dá-se à causa o valor de R$ 7.000,00 (sete mil reais).
Nestes termos,
Pede Deferimento.
Local e data.
ADVOGADO - OAB
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